Mariane de Macedo
29 de janeiro de 2012
Senhor, Obrigada!
Sempre te amei, mas nunca te vi.
Embora te buscando em todos os lugares e, sinto que estiveste comigo, nunca pude te ver. Mas, tua voz dizia: Eu estou aqui!
Hoje, lembro-me de cada passagem, onde tentaste te mostrar.
A primeira vez foi quando cai da bicicleta e a sinaleira cravou em minha perna. Minha mãe correu comigo ao hospital e, eu abraçada a ela, chorando e assustada vi tua cruz no fundo da sala, cessando assim o meu pranto.
Outra vez bateu a minha porta uma figura grotesca e ceifou de minha vida o meu avô, impedindo-me de continuar aquela convivência acolhedora. Nunca mais dormiria abraçada aquela barriga gorducha e, tão pouco ouviria suas estórias. Somente um último beijo, exigido por minha avó, seria nossa despedida. Aquele que tanto me aqueceu estava ali agora, corpo gélido e inerte. E você Jesus estava ali, na boca das rezadeiras, quando repetiam seu nome, sem vida.
Lembro-me quando gerei duas vidas. Entreguei a ti os cuidados de meus dois amores. Pois sabia que cuidaria bem deles enquanto eu dormia. Tinha medo que não estivessem mais ali, ao abrir meus olhos. Mas ao amanhecer, tu tinhas os embalado, de forma tão amorosa que suas faces eram rosadas. Seus sorrisos me alegravam, a vê-los pulsar a vida.
Te procurei no conhecimento e lá você não estava, pois esqueceram de abrir a porta para você. Quis te ver na religião, mas você estava pregado na cruz.
Mas hoje, Jesus!
Eu te avistei em um lugar não tão distante, ao qual nunca imaginei que poderia vê-lo. Enquanto te buscava nas várias formas e situações e, você até se esforçava para que eu o encontrasse nestes lugares. Não imaginava que no simples, no comum te veria. Bastava que eu abrisse os olhos, da minha alma, para que eu finalmente conseguisse te enxergar.
Obrigada Jesus! Meu modelo e guia, pois hoje te vi.
Não apenas escuto tua voz. Estendo a mão, e tu com olhar amoroso e compassivo segura a minha e diz:
- Eu estou aqui, segue!
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